Com a crise econômica, o governo tem hoje um grande desafio: manter o emprego dos brasileiros. Para isso, o setor degás natural veicular pode ser um bom aliado. Além de ser positivo para o meio ambiente, o gás natural tem boas chances de crescimento de mercado e pode ter um futuro com presença mais fortalecida na matriz energética se for estimulado pelas autoridades. A indústria do GNV no Brasil emprega hoje 50 mil trabalhadores e tem investido na cadeia do gás o valor de R$ 4,27 bilhões.
As fábricas de compressores, cilindros e kits de conversão instaladas no Brasil geram empregos, impostos e receita. Essas fábricas exportam seus produtos para diversos países de várias partes do mundo. Anualmente, são R$ 180 milhões gerados para o País, fruto desse investimento.O mercado de combustíveis movimenta na venda do GNV por ano R$ 3,1 bilhões. Destes, R$ 800 milhões vão para contribuição dos governos estadual, federal e municipal.
Isso que dizer que, se faltar incentivo ao programa de GNV no Brasil, há risco de desperdício de milhares de empregos. É uma perda de diferencial estratégico, pois o mercado já está estruturado, e o País tem ainda a seu favor uma rica diversidade de fontes de energia (etanol, biocombustível e GNV).
O governo deve levar em conta que é preciso oferecer ao gás maior grau de competitividade. Precisa oferecer estímulo para conservar a rede de negócio que sustenta empregos e gera impostos.
A falta de apoio ao uso do GNV joga por terra o trabalho dos brasileiros que se dedicaram a este setor e retira de milhares de taxistas e consumidores do GNV espalhados pelo Brasil a oportunidade de manter a economia já adquirida.