Com informações do portal O Dia OnlineO Gás Natural Veicular é uma mistura de diversos gases, cujo principal componente é o metano (85%). Ele é armazenado em cilindros que podem ser feitos de uma liga chamada médio-manganês ou ligas mais leves, como, por exemplo, cromo-molibdênio. Os principais cilindros disponíveis no mercado têm capacidades que variam de 7,5 m³ a 26,5 m³. Para maior segurança, apesar de a pressão de trabalho ser de até 220 bar, os cilindros são construídos para suportar até duas vezes e meia esta pressão.
COMO FUNCIONA O gás sai do cilindro e passa pela tubulação de alta pressão até chegar ao redutor de pressão. Nele, a pressão é diminuída para se adequar ao funcionamento do motor. Antes de chegar ao propulsor, o gás passa pelo atuador, que é comandado pelo gerenciador eletrônico.
Depois, o gás chega ao misturador — cuja função é uni-lo ao ar, dentro do coletor de admissão. Feito isto, o motor aspira e queima a mistura. No sistema de exaustão, a sonda Lambda checa se a mistura está correta. Caso contrário, em uma fração de segundo, o gerenciador altera a regulagem do atuador.
Quando o carro funciona com o gás natural, os bicos injetores param de receber gasolina. Para que luzes de alerta não acendam no painel, o simulador de bicos ‘engana’ o módulo de injeção de gasolina. Para selecionar qual combustível usar, basta o motorista usar a chave comutadora (botão) sob o painel.
Existem também kits com sistemas multiponto de injeção direta sequencial de GNV, em que o gás é injetado sob alta pressão diretamente no motor, de forma independente. Nele há um bico injetor para cada cilindro.

Cilindro - Precisa ter o selo do Inmetro

Alguns componentes do Kit GNV
PRESTE ATENÇÃO Para não ter dores de cabeça e aproveitar ao máximo o seu kit GNV, observe a qualidade da instalação e de seus principais componentes:
- Cilindro: precisa ser novo e ter o selo do Inmetro. Cilindros de origem duvidosa comprometem a segurança do sistema.
- Fixação do cilindro: verifique se os furos na carroçaria receberam tratamento contra corrosão. Existe um suporte específico para cada veículo e para cada cilindro. Evite os suportes universais.
- Fiação: fuja dos kits com emaranhados de fios, arame e soldas por toda parte. Na fiação é fundamental o uso de de terminais especiais automotivos, que possuam sistema de proteção contra incêndio, bem como de braçadeiras adequadas.
- Reforço do coletor: evite os kits em que o instalador sugerir o reforço do coletor com abraçadeiras, parafusos, tampas e bola de resina. Pode ser indício de que este kit não é o adequado ao seu automóvel. Veículos com coletores dos tipos plástico, variável ou assimétrico e modelos com motor que tem turbo e intercooler não funcionam bem com o kit do tipo aspirado monoponto (mais barato) e precisam do kit injetado multiponto (mais caro).
- Variador de avanço: a falta deste componente pode acarretar aqueles famosos estouros no coletor e perda de potência ainda maior.
- Gerenciador eletrônico: sem o controle correto do funcionamento do motor, o motorista corre o risco de ter danificar a junta do cabeçote.