Gasene garante gás para a indústria do Rio Grande do Norte

A inauguração do Gasoduto da Integração Sudeste-Nordeste (GASENE) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade de Itabuna, na Bahia, sexta-feira (26), aumenta a demanda de gás natural para desenvolver o Rio Grande do Norte, através da interligação com o gasoduto Nordestão I, que tem origem na Refinaria Clara Camarão, no município de Guamaré.

O Nordestão I, além de abastecer as cidades do Rio Grande do Norte, também atende a demanda de consumo em algumas cidades da Paraíba e o Terminal Portuário do Suape, distante 30 km da capital Recife (PE), com gás produzido e processado em três Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGNs) instaladas na refinaria do RN.


Para a Petrobras, o Gasene é o principal empreendimento para expansão da malha de transporte de gás natural do país realizado entre 2003 e 2010, período em que a rede de gasodutos de transporte brasileiro passou de 5.451 km para 9.219 km. O Gasene tem 1.387 km, 28 polegadas e capacidade para transportar 20 milhões de m³/dia de gás natural.

Num traçado que liga o Rio de Janeiro à Bahia, o gasoduto cumpre a função estratégica de integrar as malhas de transporte de gás natural das regiões Sudeste e Nordeste, dando uma nova configuração a rede de gasodutos brasileira. No começo de sua operação, o Gasene parte com capacidade de transporte de 10 milhões de m³/dia, que será ampliada, por meio de estações de compressão, à medida que o mercado for crescendo.

Segundo o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrieli, com o Gasene o país rompe uma fronteira gasífera: de um lado, o Sudeste, onde estão situados os principais campos produtores e o maior mercado consumidor; de outro, o Nordeste, que produz gás natural no Rio Grande do Norte, mas em quantidade insuficiente para permitir o crescimento do mercado, principalmente depois do início das atividades da Termoaçu, no Alto do Rodrigues.


Agora, o gás natural produzido na região Sudeste (bacias de Campos, Santos e Espírito Santo) importado da Bolívia ou regaseificado no terminal de gás natural liquefeito (GNL) da Baía de Guanabara pode chegar aos Estados do Nordeste. Ou seja, o gás no Nordestão I agora vai fazer o caminho inverso, pelo aumento do consumo no Rio Grande do Norte, não só com o início das atividades da Termoaçu, mas também de empreendimentos como a Itagrês, em Mossoró.


O Rio Grande do Norte produz atualmente cerca de 3 milhões de metros cúbicos de gás Natal/dia nas três UPGNs da Refinaria Clara Camarão, o que é insuficiente para atender a demanda de consumo de Natal, Mossoró e principalmente da Termoaçu, que sozinha consume 2,1 milhões de metros cúbicos de gás natal. Portanto, com o Gasene injetando gás natural vindo de Santa Catarina no Nordestão I garantirá o abastecimento nas demais cidades do Nordeste.

Outro destino do gás do RN, através do gasoduto Gasfor I e II, é o Terminal Portuário do Pecem, em Fortaleza, que também se prepara para receber gás comprimido e injetar na rede que abastece Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Para a Petrobras, essa integração permite aumentar significativamente a oferta de gás natural para o Nordeste, imprime maior confiabilidade ao suprimento e aumenta a flexibilidade operacional para atendimento aos mercados térmico e não térmico da região.

 

 

Fonte: Jornal de Fato - Mossoró/RN